Preço do petróleo cai ao menor nível desde 2021 em meio à nova rodada de tarifas dos EUA e retaliações da China

Plataforma de petróleo

O mercado internacional de petróleo sofreu um forte impacto nesta primeira semana de abril de 2025. Depois do anúncio de novas tarifas dos Estados Unidos contra a China e da resposta imediata do governo chinês, os preços do petróleo caíram com força, atingindo os níveis mais baixos desde 2021. O barril do Brent, referência global, caiu 6,97% e fechou em US$65,25. Já o WTI, principal referência nos EUA, recuou 7,68%, sendo negociado a US$61,81.

A queda foi uma das maiores dos últimos anos e mostrou o quanto o mercado está sensível a qualquer instabilidade entre as grandes potências mundiais. Além disso, essa movimentação trouxe novas preocupações sobre o ritmo da economia global e a demanda por energia.

EUA e China reacendem tensão comercial

O que puxou essa queda foi o aumento das tensões entre Estados Unidos e China. O ex-presidente Donald Trump, que está novamente em campanha, anunciou novas tarifas de 25% sobre US$ 60 bilhões em produtos chineses. A China não demorou a responder: aumentou as tarifas em 34% sobre produtos americanos, incluindo grãos e carnes.

Essa briga comercial lembra o que aconteceu durante o primeiro mandato de Trump e pode afetar bastante o comércio mundial. Segundo o banco JPMorgan, a chance de uma recessão global aumentou para 60%, por causa desses conflitos e do possível impacto negativo no crescimento de países como China, EUA e até o Brasil.

Produção da OPEP+ também pressiona preços

Outro fator que contribuiu para a queda no preço do petróleo foi a decisão da OPEP+ — grupo de países que exportam petróleo, liderado pela Arábia Saudita e pela Rússia — de aumentar a produção. A partir de maio, serão colocados no mercado mais 411 mil barris por dia. Esse aumento na oferta aconteceu justamente quando há dúvidas sobre a força da economia mundial, o que acabou pressionando ainda mais os preços.

Setor de energia sente o baque

As ações de empresas ligadas ao petróleo caíram fortemente nas bolsas. Nos Estados Unidos, companhias como Chevron, Occidental Petroleum e APA Corp. tiveram perdas expressivas. O ETF Energy Select Sector SPDR, que reúne empresas do setor, caiu quase 7% no dia e já acumula queda de 13% na semana. No Brasil, as ações da Petrobras também acompanharam o movimento de queda, com o mercado reagindo ao cenário internacional.

Impacto direto no Brasil

Para os brasileiros, esse cenário pode ter efeitos mistos. A queda no petróleo, em teoria, ajuda a reduzir o custo dos combustíveis importados. Por outro lado, o dólar voltou a subir — passou de R$ 5,10 — o que pode neutralizar esse alívio e até pressionar os preços aqui dentro.

Além disso, a Petrobras segue a política de preços baseada no mercado internacional. Isso significa que a combinação de petróleo mais barato e dólar mais caro será decisiva para os próximos reajustes.

E agora? O que esperar daqui pra frente

Com esse novo capítulo na disputa entre EUA e China, somado ao aumento da produção da OPEP+, os analistas já estão revisando suas previsões para o petróleo em 2025. O Goldman Sachs agora espera o Brent a US$69, e o WTI a US$66, abaixo das previsões anteriores.

A expectativa é que o mercado continue instável nos próximos meses. A demanda pode cair se a economia desacelerar, e a oferta continuar crescendo. Esse desequilíbrio tende a manter o preço do barril pressionado para baixo — e isso mexe com ações, inflação, câmbio e investimentos.

Conclusão: o que o investidor deve observar agora

Com o petróleo em queda, dólar em alta e risco maior nos mercados, esse é o momento de ficar atento. Se você investe em empresas ligadas ao petróleo ou depende da estabilidade econômica para manter sua carteira segura, pode ser hora de revisar sua estratégia.

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