Sabe aquele caixa da sua empresa que você vai usar daqui 5, 10 ou 15 dias, e não quer investir porque não irá render tanto por conta das taxas?
Hoje você aprenderá como rentabilizar esse dinheiro que fica parado na conta corrente por meio das operações compromissadas, e assim, ter uma ajudinha no seu caixa.
Por que não investir durante prazos muito curtos?
Quando me refiro a prazos muito curtos, são aqueles menores do que 30 dias.
Como a ideia dos investimentos é, na maioria das vezes, servir como uma forma de poupança de longo prazo, é bem comum que haja, algo como uma punição para investimentos de curto prazo, e normalmente, essa punição vem na forma de impostos ou taxas por antecipação.
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Um dos melhores exemplos é a tabela de IR na renda fixa, que, conforme o tempo vai passando, as suas alíquotas diminuem, saindo de 22,50% para investimentos com resgate ou vencimento antes de 6 meses, para 15,00% em investimentos com resgate ou vencimento superior a 2 anos.
Contudo, para prazos mais curtos, menores do que 30 dias, quem mais causa o impacto é o IOF.
O IOF, uma sigla para Imposto sobre Operações Financeiras, é uma modalidade de imposto cobrada em investimentos de renda fixa, inclusive em fundos de investimento, que incide na forma de uma alíquota regressiva, cobrada sobre o rendimento, até o 30º dia após a aplicação.
Como o IOF impacta os seus rendimentos?
A razão do IOF impactar sobre os seus rendimentos é que, segundo a sua alíquota, caso resgate o seu investimento no dia seguinte da aplicação, a alíquota de IOF será de 96% do seu rendimento, diminuindo 3% a cada dia que passa, onde, caso venha a resgatar 15 dias após a aplicação, a alíquota será de 50% sobre o seu rendimento.
Porém, como falamos acima, o IOF, a partir do 30° dia da aplicação do dinheiro, já não é mais cobrado.
Para ficar mais claro, imagine que investiu o seu dinheiro, e de um dia para o outro, ele rendeu R$100,00 e você decidiu resgatar, neste caso, sem considerar o IR, o seu rendimento será de apenas R$4,00, pois o resto será retido como IOF, em razão da alíquota da 96%.
O motivo de não considerar o IR, é que ele é cobrado após a incidência do IOF, então, se formos analisar o seu ganho efetivo após todos os impostos, ele será de apenas R$3,10, ou seja, apenas em impostos, você acabou perdendo 96,90% do seu rendimento.
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Como as operações compromissadas podem ajudar você?
Vimos que o IOF pode acabar comendo uma fatia enorme do seu rendimento no curto prazo, e é justamente neste ponto em que as operações compromissadas se destacam, e o motivo para isso é que as operações compromissadas, diferentes da grande maioria dos investimentos em renda fixa, são isentas de IOF.
Contudo, assim como outros investimentos em renda fixa, ainda existe a cobrança de IR, conforme a tabela de regressiva de imposto de renda.
Dessa forma, principalmente para empresas que possuem entradas e saídas muito curtas, manter o saldo rentabilizando até o momento da saída acaba, no longo prazo, trazendo um resultado mais positivo para o fluxo de caixa, sem que seja necessária uma complexidade muito grande, afinal, o processo irá se resumir a investir o dinheiro no momento em que receber, e resgatar no dia que for necessário, ou, com o crescimento do mercado de operações compromissadas, muitas instituições oferecem a possibilidade de você escolher o vencimento específico no momento da aplicação.
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O que são operações compromissadas?
Já entendemos que as operações compromissadas podem ser uma ótima alternativa para esse fluxo de caixa de curtíssimo prazo, então, vamos entender melhor elas.
Apesar do nome um tanto quanto estranho, uma operação compromissada nada mais é do que um investimento em renda fixa que tem como base, uma operação de “empréstimo”, onde o investidor compra um determinado título de uma instituição financeira, e tem como obrigação devolvê-lo após determinado tempo, recebendo juros pelo período no qual ficou com o título.
O lastro de uma operação compromissada pode ser apenas títulos de renda fixa, como CDBs, LCIs, LCAs, Debentures e etc.
Caso aconteça de ao longo da operação compromissada o emissor do título de renda fixa que está sendo utilizado como lastro quebrar, o risco de crédito é de quem está na outra ponta da operação compromissada e não do emissor do título.
Por conta disso, é importante analisar com cuidado a saúde financeira da instituição financeira na qual você está investindo em operações compromissadas.
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Quando as operações compromissadas não valem a pena?
Já sabemos que as operações compromissadas são ótimas para operações bem curtas, contudo, por se tratar de um “Empréstimo”, normalmente, as suas remunerações acabam sendo bem baixas, fazendo com que em prazos maiores do que 30 dias, a sua rentabilidade fique bem abaixo de títulos tradicionais, como CDBs de liquidez diária.
Dessa forma, pensando em prazos maiores, as operações compromissadas acabam não valendo a pena, e investimentos mais comuns, mesmo que não ofereçam uma rentabilidade fora do comum, acabam valendo muito mais a pena do que as operações compromissadas.
Atualmente, é possível encontrar operações compromissadas pagando de 50% a 85% do CDI dependendo do valor do investimento, ou seja, bem abaixo de um CDB ou Tesouro Selic tradicional, que paga 100% do CDI.
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Cuidados ao se investir em operações compromissadas:
Por fim, vamos conhecer algumas dicas para se ter em mente antes de começar a investir em operações estruturadas.
Avaliar o risco de crédito do emissor da compromissada:
Como falamos um pouco acima, o risco de crédito da compromissada não está no emissor do título que está servindo como lastro da operação e sim na instituição que está na outra ponta da operação.
Em razão disso, antes de começar a investir o seu dinheiro, é importante saber se a instituição está com níveis de liquidez sólidos, para que não tenha nenhum imprevisto em momentos de maior pressão.
Buscar pelas melhores ofertas:
Com o crescimento do mercado de compromissadas, muitas instituições que antes só ofereciam esse produto a grandes empresas, passaram a democratizar o acesso a ele, e por conta disso, antes de investir, é importante buscar as melhores ofertas, contudo, é importante também não se deixar levar apenas pela possibilidade de uma rentabilidade maior, sem perceber o risco corrido.
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Conclusão:
Para você que é empresário, ou até mesmo que muitas vezes tem que fazer um pagamento daqui poucos dias e não quer simplesmente deixar o dinheiro parado na conta, as operações compromissadas podem ser um grande aliado seu.
Contudo, assim como qualquer investimento, tem seus riscos e características, dessa forma, antes de investir, é sempre bom que entenda bem o funcionamento do produto.
Para ajudar você com essa dúvida e outras que venha a ter, o Meu Portal Financeiro, em parceria com a Apu Investimentos, disponibilizou a você, nosso leitor, o atendimento de alguns assessores de investimento para atender você..
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