IPCA em 1,31% para fevereiro: Entenda o motivo.

Imagem representando o aumento do preço das compras

Com a divulgação do IPCA de Fevereiro, o resultado acabou surpreendendo negativamente o mercado em razão do resultado bem acima do esperado, principalmente se comparado com o mês de Janeiro.

Agora vamos entender melhor o que é o IPCA e o que motivou este resultado tão fora da curva.

O que é o IPCA?

O IPCA, também conhecido como Índice de Preços ao Consumidor Amplo, é o nosso principal índice de inflação, que atualmente é divulgado mensalmente pelo IBGE, e tem como objetivo medir a variação dos preços de uma cesta de produtos e serviços.

Além de ser o principal índice de inflação atualmente, o IPCA é também utilizado como métrica para decisões importantes quando o assunto é política monetária, pois, manter o IPCA dentro da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional é uma das principais metas do Banco Central do Brasil.

Como o próprio nome já diz, o IPCA tem como foco principal medir o nível de inflação no consumidor final, que é quem normalmente é o mais afetado pela cadeia de aumento de custos, e por conta disso, é calculado usando como base o preço de itens como alimentação, educação, energia elétrica, transportes, combustíveis e dentre outros bens e serviços de consumo amplo pela população do Brasil.

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Atualmente, a estrutura do IPCA é composta por 9 grandes grupos, que dentro de si possuem alguma divisões, sendo eles: Alimentação e bebidas (21,18%), Habitação (15,18%), Artigos de residência (3,71%), Vestuário (4,68%), Transportes (20,74%), Saúde e cuidados pessoais (13,55%), Despesas pessoais (10,11%), Educação (6,04%) e Comunicação (4,76%).

Como podemos ver, boa parte do índice é composto por materiais como alimentação, transporte e habitação.

Como é calculado o IPCA?

O IPCA é calculado com base no consumo das famílias que possuem rendimentos independente da fonte de 1 a 40 salários mínimos, e que sejam residentes na seguintes cidades ou suas respectivas regiões metropolitanas: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Distrito Federal, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

O objetivo desta metodologia de cálculo é garantir uma cobertura de algo em torno de 90% das famílias, dentro das regiões metropolitanas de maior relevância, de forma que não sofra distorções tão significativas por conta de questões econômicas locais.

A partir do resultado do IPCA de cada uma destas regiões o IBGE estabelece uma média ponderada conforme a relevância da região dentro da atividade econômica do país, e através disso, tem o resultado do IPCA geral para o respectivo mês.

Normalmente o IPCA é calculado tendo como base o dia 1 até o dia 30, do mês de referência, contudo, existem algumas variações que utilizam janelas de cálculo diferentes desta.

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IPCA-15:

O IPCA-15 utiliza toda a estrutura base do cálculo do IPCA convencional, contudo, a diferença está na janela do cálculo, que vai do dia 16 do mês anterior até o dia 15 do mês subsequente.

A principal utilidade do IPCA-15 é servir como uma forma de prévia do IPCA do mês fechado.

IPCA-E:

O IPCA-E, da mesma forma que o IPCA-15, se diferencia unicamente na janela de cálculo do índice, onde, no caso de IPCA-E, a janela é o acumulado trimestral do IPCA-15, não havendo nenhuma mudança na forma como o índice é calculado em relação à captura dos dados.

Normalmente, o IPCA-E é utilizado como base para reajustes nos salários e contratos, além de ser muito utilizado também pelo Copom para a tomada de decisão quanto à política monetária do país.

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Alta de 1,31% no IPCA de Fevereiro:

Agora que já conhecemos o que é o IPCA e suas variações, como ele é calculado e qual a sua utilidade, vamos entender melhor sobre o que aconteceu com o resultado do IPCA divulgado, referente a Fevereiro de 2025.

Segundo o que foi divulgado pelo IBGE, o IPCA para o mês de fevereiro fechou em 1,31%, uma diferença de 1,15 pontos percentuais em relação ao resultado de janeiro, que foi o menor resultado para o mês de janeiro desde o ano de 1994.

Este resultado para fevereiro foi o maior nível registrado em 22 anos, onde, em 2003 o índice chegou ao patamar de 1,62% para o mês de fevereiro.

Segundo o relatório do próprio IBGE, o principal motivo para este resultado tão acima do esperado foi a alta expressiva no preço da energia elétrica residencial, que sofreu um aumento de aproximadamente 16,80%, e por conta da sua participação no índice, gerou um impacto de 0,56 ponto percentual no resultado do IPCA para o mês de fevereiro.

Incluindo energia elétrica, que está no grupo Habitação, cerca de 92% do resultado do mês foi gerado por quatro grupos, que são Educação, Alimentação e bebidas e Transportes.

Com relação ao grupo Habitação, como falamos acima, a maior parte do resultado se deu por parte da energia elétrica, que, com o fim do bônus concedido pela Usina Hidrelétrica de Itaipu, este bônus foi justamente o que gerou o resultado tão positivo no mês de janeiro no IPCA. No consolidado, o grupo de Habitação fechou em 4,44%, ante -3,08% em janeiro, o que causou um impacto de 0,65 ponto percentual no IPCA geral.

Já com relação ao grupo Educação, que foi onde foi registrada a maior alta, cerca de 4,70%, impactando em 0,28 ponto percentual no IPCA, o seu resultado se deu por conta do reajuste das mensalidade escolares, principalmente nas áreas de Pré-escola, com uma alta de 7,02%, Ensino médio, que teve uma alta de 7,27%, e Ensino fundamental, que sofreu um aumento de 7,51% nos seus preços.

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No grupo de Alimentação e Bebidas o resultado foi um pouco menos expressivo, fechando o mês com um resultado de 0,70%, abaixo dos 0,96% registrados em janeiro, motivado principalmente pelo queda em alguns itens relevantes, como batata-inglesa, com um resultado de -4,10%, arroz com uma queda de -1,61% e o leite longa vida, com -1,04%, porém, apesar disso, houveram alguns itens que registraram também altas expressivas, como o ovo de galinha, que teve uma alta de 15,39% em seu preço, e o café moído, com um aumento de 10,77% em seu preço final.

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Por último, no grupo de Transportes, apesar da desaceleração forte registrada, com fevereiro fechando em 0,61% ante 1,30% em janeiro, a parte de combustíveis acabou puxando bastante o resultado do grupo, que tiveram seu preço aumentado pelo reajuste do ICMS, pressionando o custo para o consumidor final, apresentando um resultado de 4,35% no óleo diesel, 3,62% no etanol, e 2,78% na gasolina, que por conta de seu peso dentro do índice, foi o segundo item que mais pesou no resultado, impactando em 0,14 ponto percentual no índice geral.

Conclusão:

Vimos que o resultado registrado em janeiro se deu por conta do bônus de Itaipu, e em fevereiro, podemos observar o resultado da inflação sem esse tipo de distorção, o que ligou um alerta para o mercado sobre uma possível inflação mais alta nos próximos meses, além de abrir também a possibilidade para mais aumentos nas taxas de juros.

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