O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira, 3 de abril de 2025, com uma leve variação negativa de 0,03%, situando-se em 131.141 pontos. Ao longo do dia, o índice oscilou entre uma mínima de 130.182 pontos e uma máxima de 132.552 pontos, refletindo a volatilidade dos mercados diante das recentes tensões comerciais globais.
Impacto das tarifas de Trump nos mercados globais
O mercado financeiro internacional foi abalado pelo anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a imposição de tarifas recíprocas a diversos países. As medidas incluem uma tarifa mínima de 10% sobre todas as importações, com percentuais mais elevados para parceiros comerciais específicos, como China, União Europeia e Japão. Essa decisão gerou preocupações sobre uma possível escalada nas tensões comerciais e seus efeitos na economia global.
Nos Estados Unidos, os principais índices acionários registraram quedas expressivas: o Dow Jones caiu 3,98%, o S&P 500 recuou 4,84% e o Nasdaq teve uma desvalorização de 5,97%. Setores como tecnologia, energia e automotivo foram os mais afetados, com empresas como Apple, Amazon e Tesla apresentando perdas significativas.
Na Europa, os mercados também sentiram os impactos das novas tarifas. Futuros de ações europeias caíram mais de 2%, refletindo a preocupação dos investidores com o aumento das tensões comerciais e seus possíveis efeitos na inflação e no crescimento econômico.
Desempenho das principais ações no Ibovespa
No cenário doméstico, o Ibovespa apresentou movimentos mistos entre as principais ações:
- Auren (AURE3): Destacou-se com uma alta de 7,04%, fechando a R$ 7,91, liderando os ganhos do índice.
- Assaí (ASAI3): Apresentou valorização de 4,58%, encerrando o dia a R$ 8,44.
- Vale (VALE3): Reduziu perdas ao longo do pregão, fechando com queda de 0,90%, cotada a R$ 56,42.
O setor bancário e as ações da Petrobras também tiveram desempenhos que ajudaram a conter uma queda mais acentuada do índice. No entanto, as ações da Petrobras foram impactadas pela queda nos preços internacionais do petróleo, que recuaram cerca de 6,5% devido aos temores de desaceleração econômica global.
Comportamento do dólar e juros futuros
O dólar comercial fechou com forte queda de 1,55%, cotado a R$ 5,611, acompanhando a desvalorização da moeda norte-americana no mercado internacional. A mínima do dia foi de R$ 5,593, enquanto a máxima alcançou R$ 5,644.
Os juros futuros (DIs) registraram perdas em toda a curva, refletindo a expectativa de manutenção da taxa básica de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na próxima reunião. Essa movimentação indica que o mercado acredita em uma postura mais cautelosa do Banco Central diante das incertezas externas.
Perspectivas para o Brasil diante do novo cenário comercial
Especialistas avaliam que, embora o Brasil possa ser afetado pela piora no cenário global, há oportunidades a serem exploradas. Luis Stuhlberger, presidente da Verde Asset, destaca que o país pode se beneficiar das tarifas impostas por Trump, especialmente em setores como o agronegócio, onde o Brasil concorre diretamente com países afetados pelas tarifas, como a China.
Contudo, economistas alertam para os riscos de uma desaceleração do comércio internacional e seus impactos na economia brasileira. A ruptura no comércio global pode afetar as exportações brasileiras e, consequentemente, o crescimento econômico do país.
Recomendações para investidores
Diante do cenário de incertezas no comércio internacional, é crucial que os investidores mantenham uma postura cautelosa e diversifiquem seus portfólios para mitigar riscos. Acompanhar de perto os desdobramentos das políticas comerciais e seus impactos nos mercados globais é essencial para tomar decisões informadas.
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